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O Papa: no deserto da guerra e da arrogância redescobrir a lógica da partilha e da caridade

“Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida”. O Papa durante o Angelus deste 18º Domingo do Tempo Comum, realizado da janela do Palácio Apostólico, na Praça de São Pedro, com uma catequese dedicada ao Evangelho da multiplicação dos pães.

O Papa: no deserto da guerra e da arrogância redescobrir a lógica da partilha e da caridade
O Papa: no deserto da guerra e da arrogância redescobrir a lógica da partilha e da caridade (Foto: Reprodução)

No deserto da guerra e da arrogância”, os cristãos são chamados a redescobrir a lógica da partilha e da caridade, que encontra seu ápice na Eucaristia. Foi o que disse o Papa Leão XIV durante o Angelus deste 18º Domingo do Tempo Comum, conduzido da janela do Palácio Apostólico, na Praça de São Pedro, com uma catequese dedicada ao Evangelho da multiplicação dos pães.


Recordando o gesto de Jesus que “levantou os olhos ao céu, proferiu a bênção, partiu os pães e os deu” aos discípulos para que os distribuíssem à multidão, o Pontífice convidou a reconhecer nesse milagre o modelo de uma fraternidade capaz de vencer a violência, o egoísmo e a indiferença. Essas mesmas ações, observou, encontram sua plenitude na Última Ceia, quando Cristo se entrega como pão de vida para a humanidade. Daí o convite para traduzir a celebração eucarística em gestos concretos.


“Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar sua beleza em nossos gestos cotidianos”, disse Leão XIV, indicando como primeiro sinal “a bênção da mesa”, quando o pão é compartilhado “em família e entre amigos”.


E o Papa afirmou:


“Caríssimos, Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida. Ao mesmo tempo, o seu gesto ensina que nada se desperdiça quando é partilhado. A acumulação e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância”.


Esta doença da alma faz perder o juízo, - continuou o Papa -, “porque embriaga de riquezas, ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede. E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz”.


Peçamos, à Virgem Maria, concluiu o Papa, mãe atenciosa, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia.

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